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Engenharia Reversa de Aquecedor de Fluido Térmico de 5 Gcal/h - Parte 1: Modelo Fluido-Mecânico

Esta postagem é dedicada à análise de um aquecedor de óleo térmico de 5 Gcal/h de potência. A principal característica desse equipamento é que o seu circuito hidráulico é composto não por uma, mas por várias serpentinas ligadas em paralelo, o que requer um procedimento iterativo para calcular a perda de carga (queda de pressão) decorrente do escoamento do fluido. Idealmente, também se almeja que cada serpentina aqueça o óleo até a mesma temperatura ou então que a diferença de temperatura de saída do óleo de um dado circuito em relação aos demais seja mínima. A vantagem desta forma construtiva é ser muito compacta, com 213,67 Mcal/m3, mesmo considerando acesso interno para manutenção. Pessoalmente eu considero esse equipamento muito especial porque foi tentando entender como ele funcionava e o porquê de usar essa configuração complicada que me motivou a mudar de cidade para cursar engenharia mecânica. A Figura 1 mostra o desenho em Solidworks, feito com base na memória e em anotações a...

Engenharia Reversa do "Boundary Layer Module" - Parte 2

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Nesta segunda postagem da série sobre a engenharia reversa do programa Boundary Layer Module (BLM) é detalhada a transformação de coordenadas da equação da QML (balanço da quantidade de movimento linear) do domínio físico para um domínio transformado. O objetivo dessa transformação é não resolver o problema no domínio físico, em geral de geometria complexa, mas sim em um domínio transformado, mais simples e de dimensões unitárias. A estratégia consiste em encontrar a equação no sistema transformado que é análoga àquela do domínio físico. Parte da estratégia é selecionar uma função corrente que permite resolver a equação da QML simultaneamente com a equação da conservação da massa. A primeira parte da postagem pode ser lida neste link , por isso aqui a equação da QML será apresentada sem maiores detalhes e concentrar-se-á no processo de transformação de coordenadas. A nomenclatura das variáveis empregadas aqui é aquela tradicionalmente utilizada na literatura e pode ser encontrada no l...

Engenharia Reversa do "Boundary Layer Module" - Parte 1

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Introdução O BLM ( Boundary Layer Module ) é um módulo de cálculo da camada limite que se desenvolve sobre as paredes internas da câmara de empuxo de motores-foguete, entretanto pode ser aplicado em diversas aplicações envolvendo aerodinâmica e transferência de calor. Em sua concepção original o seu objetivo é predizer a espessura da camada limite em cada posição discreta ao longo do eixo longitudinal do motor-foguete. Dentro de um processo iterativo, essa espessura é adicionada à geometria do motor, permitindo que a região não afetada pela camada limite ( i.e. núcleo potencial do escoamento) mantenha a geometria prevista para ótimo desempenho ( e.g. o núcleo potencial terá a geometria calculada com o Método das Características, otimizando o empuxo do motor). O BLM é um dos módulos que compõe um programa maior denominado TDK ( Two-Dimensional Kinetic ), desenvolvido sob contrato da NASA na década de 80. Além do BLM há um módulo para cálculo das propriedades químicas dos produtos de c...

Modelagem da Região de Transição no Gráfico do Fator de Atrito de Moody

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Recentemente eu precisei fazer um programa para calcular a perda de carga em um aquecedor de óleo térmico. Como autônomo, o custo para adquirir a licença e renovação anual de um programa comercial apropriado como o Pipe Flow é inviável, mesmo para a versão mais básica. A alternativa foi programar no computador rotinas de cálculo de perda de carga para os acessórios de tubulação presentes no equipamento além dos segmentos retos e curvos da tubulação que compõe o aquecedor. Excluindo o coeficiente de resistência local (que não é objeto deste texto), o coeficiente de resistência devido ao atrito viscoso é dependente basicamente do fator de atrito ( i.e. fator de atrito de Moody ou fator de atrito de Darcy). Um tempo atrás eu implementei um programa para calcular o coeficiente de atrito de Moody ( ver aqui ). Naquela ocasião eu simplesmente usei a equação de Colebrook para a região do escoamento turbulento e a equação de Hagen-Poiseuille na região do escoamento laminar, deixando sem mode...